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Clima (Classificação adotada = Köppen) O município de Alto Paraíso está localizado em uma área compreendida pela região Norte do Estado de Goiás. No contexto da regionalização do espaço geográfico brasileiro, encontra – se inserida em uma zona de transição entre os domínios dos climas Úmido da Região Amazônica (IT) e Semi–árido da Região da Caatinga do Nordeste brasileiro. Atinge também esta área, o sistema de correntes Perturbadas do Anticiclone Polar ou Frente Polar (Fp). Segundo a classificação de Köppen o clima dominante na Chapada dos Veadeiros é tropical quente, sub-úmido (AW), caracterizado por duas estações bem definidas: verão chuvoso entre os meses de outubro a abril e um inverno seco entre os meses de maio até meados de setembro. Esta região apresenta variações com o clima Tropical de Altitude (CWa). As temperaturas médias anuais são estimadas em torno de 24 a 26ºC. As máximas térmicas ocorrem durante os meses de setembro a outubro como conseqüência da baixa ocorrência de chuvas, maior incidência dos raios solares e baixa nebulosidade, ficando a máxima absoluta entre 40 a 42 ºC, ocorrente nas áreas do município situadas abaixo de 600 metros de altitude. Durante o inverno (meses de junho e julho), quando ocorre menor índice de incidência solar, verificam-se as temperaturas mais baixas ficando a mínima absoluta entre 4 a 8 ºC, o que se verifica especialmente nas áreas situadas acima de 1.000 metros de altitude. Distribuição das chuvas: O índice pluviométrico situa-se em torno de 1.500 a 1.600 mm. por ano. O nordeste goiano encontra – se sob o domínio das massas de ar Equatorial Continental (Ec) nos meses de Novembro a Março – Verão – onde temos o maior período de radiação e insolação, amenizado por fortes chuvas. Então, a área é invadida por Linhas de Instabilidade Tropical (IT) provocadas pela expansão da massa de ar quente e úmida (Ec), vinda da Região Amazônica. É nesta Estação que registramos os maiores índices pluviométricos do ano. O Inverno seco, resultante da entrada na região dos ventos secos e quentes de nordeste, originários do anticiclone subtropical semifixo do Atlântico Sul, resultam em um tempo frio e bem estável pluviometricamente. Nesta estação, a área fica sujeita às alternâncias dos ventos da Massa Tropical Atlântica (Ta), e às penetrações das Massas Polares (Pa) que, neste período são mais vigorosas, implicando em bruscas mudanças com baixas de temperatura e algumas chuvas frontais, insuficientes para amenizar a secura do ar, que atinge níveis extremos de umidade, não raros 15–13 %. O Outono reflete a transição entre o Verão úmido e o Inverno seco. A região recebe os ventos secos e quentes de Nordeste, provenientes da Massa Alta Tropical (a qual passa a ocupar o espaço deixado pelo recuo do Fluxo Úmido de Oeste. A Primavera marca o início do período de chuvas, ocasião em que as isoietas ultrapassam valores de 100 mm. e é o período em que se registra os maiores valores térmicos do ano. A distribuição das chuvas ao longo do ano apresenta concentração num período de cinco ( 05 ) meses, nas estações de Primavera e Verão ficando o restante do ano sob regime de estiagem e na dependência das oscilações temporais da circulação atmosférica, no Outono e Inverno. As FIGs. 1, 2 e 3, mostram os valores médios anuais e as variações pluviométricas relativas aos meses de janeiro e julho.
Distribuição das temperaturas A disparidade térmica registrada no município, está relacionada diretamente aos diferentes níveis altimétricos, conjugados com as ações dos ventos frios provenientes das Massas Polares, mais atuantes nas áreas posicionadas em maiores altitudes. A influência dos sistemas atmosféricos e a posição geográfica da área são refletidas nas temperaturas médias mensais e anuais, que produzem valores altos o ano todo. A condição do relevo por sua vez, influi promovendo variações térmicas e de pluviosidade. Nos relevos altos do Complexo Montanhoso Araí-Nova Roma–Veadeiros, as temperaturas chegam a ser até 5 ºC inferiores às médias registradas nas regiões deprimidas do Vão do Paranã e demais depressões. Nos meses de setembro a outubro, época da primavera, registram-se as máximas térmicas e as temperaturas mantêm-se elevadas. Essas alterações são provocadas pela maior incidência dos raios solares, pela baixa nebulosidade e pela quase total ausência de chuvas, resultante em maior aquecimento. A FIG. 4 mostra as temperaturas médias relativas ao mês de outubro. Durante o Verão e o Outono, contínuas precipitações pluviométricas alteram a temperatura, provocando uma queda que pode ser verificada nas médias mensais, conforme a FIG. 5 – Temperatura média em janeiro e FIG. 6 – Temperatura média em abril.
O Inverno, estação dos menores índices de radiação solar , aliado ao nível altimétrico e uma maior exposição à ação dos ventos frios – originários das frentes frias – que no inverno atingem as áreas de planalto com maior intensidade, trazendo sensível redução nas temperaturas médias mensais, conforme é mostrado na FIG. 7 – Temperatura média em julho.
Balanço Hídrico O conhecimento dos totais pluviométricos médios anuais, é muito importante para quaisquer políticas de planejamento, pois fornece parâmetros indispensáveis para as avaliações do potencial hídrico regional. Estes dados são determinados através da técnica de contabilização d’água no solo, visando a obtenção de números acerca da disponibilidade de água, os quais terão aproveitamento em diversas áreas como agricultura; dimensionamento das reservas de aqüíferos, planejamento e otimização do uso dos recursos hídricos disponíveis. Esta técnica de contabilização, leva em conta a resultante do confronto entre precipitação (elemento fornecedor de águas) e a evapotranspiração potencial (elemento quantificador teórico de água do solo). Evapotranspiração Potencial A evapotranspiração potencial está diretamente relacionada ao balanço de radiação solar, a mesma indica o volume de água que em teoria é necessária para que a vegetação possa manter sua força e o verdor durante o ano todo. A FIG. 8 refere-se à Evapotranspiração potencial anual, mostrando que o município de Alto Paraíso está situado entre as faixas de 1.300 a 1.500 mm. por ano. Estes altos índices de evapotranspiração concentram-se de novembro à março. Neste período o maior volume de água disponível favorece a maior intensidade de evapotranspiração, apesar de que o maior potencial de radiação solar concentra-se entre setembro e fevereiro. Excedente hídrico O excedente hídrico representa a quantidade de água precipitada que, por não ser absorvida pelo solo, não ser utilizadas pelas plantas e nem evapotranspirada, escoa pela superfície do terreno e é imediatamente incorporada à rede de drenagem. Todo solo possui um limite específico de estocagem de água, além do qual fica saturado. Sempre que é atingido esse limite, a quantidade de água fornecida pelas chuvas é superior às necessidades de evapotranspiração. Tem-se nesse momento o excedente hídrico. Nas áreas mais elevadas do município os excedentes hídricos são superiores a 500 mm / ano, com duração de 5 meses (novembro à março). A FIG. 9 mostra o excedente hídrico anual, onde se verifica que a maior parte do município de Alto Paraíso apresenta excedentes hídricos situados entre 500 a 600 mm / ano.
Deficiência hídrica Deficiência hídrica é a diferença entre a evapotranspiração potencial e a real e reflete a falta de água no solo durante o período seco, que interfere no pleno desenvolvimento dos vegetais. A F IG. 10 representa a Deficiência hídrica anual, verificando-se que no município de Alto Paraíso esta deficiência está situada entre 350 a 500 mm / ano.
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