Alto Paraíso de Goiás - Chapada dos Veadeiros
Autoridades do Município de Alto Paraíso de Goiás - Chapada dos Veadeiros
Localização de Alto Paraíso de Goiás - Chapada dos Veadeiros
História do Município de Alto Paraíso de Goiás - Chapada dos Veadeiros
Descrição da Cidade e Segurança de Alto Paraíso de Goiás - Chapada dos Veadeiros
Descrição do Distrito de São Jorge (Município de Alto Paraíso de Goiás) - Chapada dos Veadeiros
Descrição do povoado do Moinho (Município de Alto Paraíso de Goiás) - Chapada dos Veadeiros
Ocupação Demográfica do Município de Alto Paraíso de Goiás - Chapada dos Veadeiros
Evolução Demográfica do Município de Alto Paraíso de Goiás - Chapada dos Veadeiros
Ecopnomia do Município de Alto Paraíso de Goiás - Chapada dos Veadeiros
Regiões Geoambientais do Município de Alto Paraíso de Goiás - Chapada dos Veadeiros
Relevos do Município de Alto Paraíso de Goiás - Chapada dos Veadeiros
Geomorfologia do Município de Alto Paraíso de Goiás - Chapada dos Veadeiros
Geologia do Município de Alto Paraíso de Goiás - Chapada dos Veadeiros
Solo do Município de Alto Paraíso de Goiás - Chapada dos Veadeiros
Hidrografia do Município de Alto Paraíso de Goiás - Chapada dos Veadeiros
Vejetação do Município de Alto Paraíso de Goiás - Chapada dos Veadeiros
Clima do Município de Alto Paraíso de Goiás - Chapada dos Veadeiros
Trilhas Ecológicas do Município de Alto Paraíso de Goiás - Chapada dos Veadeiros
Eventos, Festas e Notícias do Município de Alto Paraíso de Goiás - Chapada dos Veadeiros 

CARACTERIZAÇÃO SÓCIO ECONÔMICA

        Hoje a economia de Alto Paraíso, é baseada principalmente no Turismo sendo o setor que mais tem crescido nos últimos anos e, em seguida o setor agropecuário onde, os principais produtos são o arroz, feijão, milho e mandioca. O gado é criado geralmente para abate e comercializado para outros centros. O comércio tem se desenvolvido satisfatoriamente nos últimos dez anos, é o turismo, é a atividade econômica que mais tem se desenvolvido.

        Existe no município pequenas indústrias instaladas e dispondo de dois bancos (Banco do Brasil com caixa dia e noite e Banco Itaú em horário comercial) e dois postos bancários avançados (Lotérica/Caixa Econômica e Correios/Bradesco).

        Existem ainda no município, vários estabelecimentos comerciais dedicados à diferentes atividades conforme discriminado a seguir:

6 Agencias de turismo

4 hotéis na zona urbana – quartos e apartamentos – com total de 000 leitos

38 Pousadas na zona urbana - quartos e apartamentos - com total de 000 leitos

6 pousadas na zona rural com capacidade de 000 leitos

4 dormitórios com total de 000 leitos

1 creche com total de 000 leitos

estando disponíveis portanto cerca de 000 leitos

7 campings com acomodações para 000 pessoas.
> Dentro de alguns dias disponibilizaremos também, número e tipo de leitos, bem como preços (pelos estabelecimentos que queiram nos fornecer). Veja na seção Hotéis, Pousadas e Camping.

36 restaurantes, servindo desde comida caseira até pratos sofisticados

5 pizzarias

1 churrascaria

71 lanchonetes e bares

4 casas de chá

5 padarias e confeitaria

Além de outros espaços, como: Creperie e Sorveterias.

O Município de Alto Paraíso conta ainda com os seguintes serviços gerais:

5 supermercados

19 comercio varejista de secos e molhados

7 açougues

19 lojas de roupas e calçados

10 lojas de artesanatos

3 comércio varejista de pedras semi-preciosas

1 comércio de artigos para festas

3 comércio varejista de móveis e eletrodomésticos.

8 armarinhos

2 Brechó

12 lojas de material de construção

2 vidraçarias

2 lojas veterinárias

13 pequenas industrias diversas

1 loja de material de informática

3 lojas de autopeças

2 postos de combustíveis

1 loja de peças para bicicleta

4 depósitos de gás (GLP)

2 papelarias

1 distribuidora de livros

2 lojas de produtos fotográficos

2 lojas e revendas de celulares (Vivo e Brasil Telecom)

1 serviço de mensagem

1 agência lotérica

1 revenda de mudas de côco e diversos

2 consultórios odontológicos com RX

1 clínica oftalmológica

1 escritório de advocacia

1 clinica veterinária

3 posto de medicamento (farmácia)

3 borracharia

3 lavajato

2 autoelétrica

1 reforma de baterias e radiadores

2 oficinas de lanternagem e pintura de autos

5 oficinas de automovéis

2 serviços de socorro e guincho

8 salões de beleza e congenere

2 imobiliária

1 prestador de serviço de vidraceiro

1 abrigo (melhor idade)

1 serviço de fotografia aérea, submarina e similar

1 serviço de eletrônica

1 empresa de reciclagem

1 serviço de publicidade (carro de som)

3 escritórios de contabilidade

1 serviço de psicologia educacional e social

1 construtora

1 serviço de consultoria agropecuaria ecológica

5 produtoras de eventos e festas

1 atelliêr de alta costura

1 serviço de acessoria empresarial

2 chaveiros

2 academias de ginástica

1 video locadora

1 serviço de assistencia técnica de informática

1 provedor de acesso a redes

1 oficina de ciências e artes

1 oficina de assistencia espiritual

1 oficina de terapias alternativas

1 oficina de eletrodomésticos

Os serviços de atendimento ao público são:

1 hospital e pronto socorro Municipal

1 farmácia Municipal

1 laboratorio de análise clínica

1 serviço de radiologia convencional

3 serviços de PSF

1 CELG – Centrais Elétricas de Goiás

1 Agencia de Correios e Telégrafo

1 SANEAGO – Saneamento de Goiás

1 Telebrasília

1 Delegacia de Polícia Civil

Destacamento da Policia Militar do Estado

Vários profissionais liberais residentes: advogados, dentistas, farmaceuticos (inclusive de homeopatia), sociólogo, psicólogos, topógrafos, agrônomos, arquitetos, engenheiros civis, engenheiros florestais, geólogo, além de vários terapeutas e massagistas, artesãos diversos, quitandeiras, doceiras, marceneiros, serralheiros e etc...
(Fonte de dados comerciais: Vigilância Sanitária Municipal 2005).

Agricultura

        Devido fatores climáticos, infra – estruturais e edáficos (de solo) a produção agrícola do Município é insuficiente.

        Registros oficiais denunciam uma inexpressiva produtividade por conta de limitações climáticas e baixa fertilidade.

        Não existe uma articulação dos Órgãos de Pesquisa, no sentido de fornecer dados ou realizar estudos que nos levem a conhecer o potencial natural da Região, impossibilitando qualquer tipo de planejamento, o qual valorizaria não só as espécies nativas, mas outras espécies adaptáveis ao Cerrado.

        As comunidades agrícolas foram esvaziadas. Não há no momento nenhum Plano que vise atender às necessidades básicas da população rural nem tampouco uma política agrícola, o que vem contribuindo para o Êxodo Rural.

        É preocupante o tipo de exploração utilizado ao Sul do Município, onde extensas áreas estão submetidas à mecanização intensiva, sem a adoção de critérios técnicos ou de práticas conservacionistas. Como conseqüência, temos a aceleração do processo erosivo nesta região, como pode ser constatado pela presença de ravinamentos e início da formação de bossorócas.

        Os solos do Município de Alto Paraíso, em sua grande maioria apresentam pelo menos um grande fator limitante ao uso agrícola – baixa fertilidade e desequilíbrios de acidez. Entretanto, de maneira geral, não se verifica a preocupação com práticas de manejo que preservem ou melhorem as propriedades físicas do solo; práticas responsáveis pela retenção d’água, aeração, permeabilidade e profundidade efetiva.

        Devido ao sem número de fatores limitantes à exploração agro-pastoril, o Município de Alto Paraíso apresenta ainda grande parte de sua área com a cobertura vegetal original como pode ser verificado pelo mapa anexo – Mapa vejetal.pdf - Índice de Cobertura Vegetal.

Irrigação

        Segundo levantamento efetuado, existem 4 equipamentos de irrigação no município, cobrindo uma área de 292,00 ha. Todos esses equipamentos concentram-se ao sul do município.

        A produtividade média por cultura obtida no ano de 1996, foi a seguinte:

Tabela 01 - Produtividade

cultura

área plantada (ha)

produtividade - Kg/ha

arroz

100

4.000

feijão

100

2.400

O rendimento médio pode ser considerado bom no âmbito regional.

Projeto de Assentamento Rural :

        O projeto de assentamento rural efetuado pelo INCRA e desenvolvido em uma área desapropriada denominada P. A. ESUSA, encontra-se em processo de contestação pelo Poder Judiciário do Estado.

Dados do IBGE - Fonte INCRA-SEPLAN-GO-1996:

Capacidade: 222

Famílias assentadas: 86

Área (ha): 13.884,27

Portaria de Criação: INCRA/SR-04/nº 36 de 02.08.95

Atualmente pouco mais de 30 famílias estão desenvolvendo atividades no local. Segundo o diagnóstico efetuado por técnicos do INCRA em 1.997, aproximadamente 70% da área desapropriada é imprópria para atividade agrícola, sendo grande parte deste total destinada a preservação permanente. A falta de assistência técnica, e de uma definição legal e a própria inadequação da aptidão agrícola dos assentados e dos solos ocasionaram a evasão de um grande número das famílias originalmente assentadas.

Pela sua expressão ambiental, compete aos poderes do município acompanharem o processo para que a destinação da área seja adequada ao interesse social da coletividade.

Sistema Viário

        Circunstancialmente, a malha viária atende às áreas representativas da Região, interligando pontos de escoamento de produção e à circulação interna dos habitantes. Contudo, em sua maioria, as vias se encontram em péssimo estado de conservação.

        As Rodovias Estaduais GO – 118 e GO – 239 foram executadas sem um planejamento que contemplasse as condições do meio físico. Ao longo de seus eixos, com o decorrer dos anos, vários tipos de degradações ambientais foram constituídas. A desconsideração dos aspectos físicos e climáticos da região, acarretou a formação de sulcos e de ravinamentos (cortes feitos pela ação da água), ocasionando também o surgimento de inúmeras voçorocas.

        A natural predisposição à erosão do solo e a concentração de pluviosidade em épocas determinadas, não foram levadas em conta para a concepção das rodovias, o que pode ser constatado" in locco" dada a inexistência de uma rede de drenagem eficiente, obra essa que amenizaria as erosões ocasionadas no meio rural.

        Observa-se que o intuito foi o de apenas drenar as águas pluviais para fora do leito asfáltico, esgotando-a na zona rural, sem qualquer obra complementar destinada a conter a velocidade e a força destas águas.

        A predisposição à erosão, mostram os efeitos erosivos causados por estradas, tanto vias internas de ligação com propriedades rurais quanto rodovias oficiais.

Turismo

        A apropriação do espaço urbano e rural pelo turismo e pelo processo migratório rural urbano, causada pela atração econômica que o turismo term exercido sobre a população local e de outras cidades, reforça o processo de mercantilização da terra urbana, a diferenciação econômica e social do espaço, e a pressão sobre os recursos naturais. Sobre essa questão, no documento da Embratur sobre Municipalização do Turismo (1996), é colocado que, um dos exemplos de prejuízos do turismo é a especulação imobiliária (impacto econômico) e o crescimento desordenado, além do desequilíbrio da distribuição espacial da população (impactos sociais). Quanto aos impactos ambientais, o documento frisa que um dos prejuízos do turismo é a extrapolação da capacidade de carga na exploração de atrativos turísticos.

        O Manual de Municipalização do Turismo, Embratur (1995) elaborado em conjunto com a Organização Mundial de Turismo, quando analisa a gestão dos impactos negativos enfatiza que quando há um desenvolvimento excessivo da atividade turística, o impacto negativo na qualidade ambiental se dá através da criação de bairros pobres rurais, perda do habitat, destruição da vegetação, marcas na terra provocadas por processos erosivos e esvaziamento da capacidade de abastecimento d' água. Como correção possível recomenda "estabelecer um plano de utilização de terrenos e regulamentos de definição de zonas", o que na verdade é o próprio Plano Diretor.

        No documento, quando é analisado o planejamento e os tipos especiais de turismo, é enfatizado que "Este gênero de turismo (em pequenas vilas) não requer investimentos de grande vulto para ter sucesso mas é imprescindível elaborar um plano e um programa cuidadoso. É importante não ultrapassar o nível máximo desejável de desenvolvimento turístico em cada vila de modo a evitar problemas ambientais e sociais, dando lugar à expansão em outras vilas à medida que for necessário".

        Sobre essa questão do planejamento do turismo em áreas com recursos naturais de fragilidade e beleza consideráveis, como é o caso de Alto Paraíso, sua base deve ser a determinação da capacidade de carga dessas áreas. Também é necessário um zoneamento detalhado dos recursos naturais propícios ao turismo, identificando e classificando as diferentes áreas de acordo com a fragilidade dos ecossistemas, a fim de estabelecer critérios que irão regular a sua utilização turística.

        No caso de Alto Paraíso, a intensificação do processo de urbanização é resultado do acelerado crescimento econômico do turismo, que se deve à maior participação do setor secundário na economia local. Dessa forma, a formação do espaço urbano local, passa a ser organizada e dirigida a partir da centralização das atividades turísticas na Chapada dos Veadeiros.

        Como já verificamos anteriormente, Alto Paraíso tem os mesmos problemas da maioria das cidades brasileiras, muitas delas inclusive de pequeno porte: crescimento acelerado, ausência de planejamento, reprimida demanda por infra-estrutura, desemprego e diversos problemas sociais e ambientais. Além disso, o intenso e descontrolado crescimento urbano tem contribuído para acentuar as tendências segregacionistas do turismo.

        Não tendo alternativas econômicas para permanecer nas suas terras, que apresentam atrativos turísticos, pequenos proprietários estão vendendo as mesmas para empresários de grandes capitais do Brasil e migrando para a cidade. Em algumas áreas do Município, principalmente as próximas ao Parque Nacional - nas imediações da vila de São Jorge - os atuais proprietários tem sofrido pressão para o parcelamento do solo em unidades cada vez menores, devido à demanda do mercado de Brasília e Goiânia, que desejam estabelecer residências de fim de semana e chácaras de recreio. Essa situação poderá tornar-se mais crítica ainda com o asfaltamento do trecho da estrada GO-329, ligando Alto Paraíso à Colinas, (ver Mapa Atrativos Turísticos), o que aumentará o ritmo de ocupação ao longo das margens da estrada.

        Ao longo dessa estrada existem diversos atrativos turísticos, propiciando não só uma expansão de caráter urbano, a partir das localidades por onde passará (Alto Paraíso, São Jorge e Colinas), como também o aumento das áreas parceladas e conseqüente ocupação das terras próximas da mesma.

        Outros proprietários de terras, geralmente de médio e grande porte, estão cobrando ingressos para as visitas aos atrativos turísticos, geralmente cachoeiras, sem nenhum tipo de infra-estrutura.

        Também a região possui a especificidade de contar com a migração de pessoas vindas de diversos estados do Brasil (algumas tendo vindo até do exterior), devido principalmente ao clima agradável, preço acessível da terra e proximidade de Brasília, via estrada asfaltada. Cabe acrescentar também que, muitas pessoas se dirigem para Alto Paraíso por ser a região um centro esotérico e místico. Esses fatores de atração são positivos para o desenvolvimento urbano do município, segundo os comerciantes e políticos locais, na medida em que traz o tão aclamado progresso.

Constata-se que o panorama turístico do município está se constituindo em um fator importante de crescimento econômico. Entretanto, já se verificou impactos negativos em alguns locais de visitação turística, em conseqüência do aumento no volume de pessoas nessas áreas.

        Um dos pontos críticos em relação à degradação ambiental e má utilização dos recursos naturais, no caso dos atrativos turísticos, refere-se à implantação inadequada dos acessos (estradas) e sua conservação com técnicas impróprias. Ou seja, não são observadas as declividades e as características do solo e da vegetação (estradas são implantadas sobre campos úmidos), nenhum cuidado é tomado em relação às saídas d'água causando processos erosivos.

        Esses fatos poderão provocar o rompimento da capacidade de suporte dos ambientes naturais, demonstrando a necessidade de ordenamento de uso e ocupação dessas áreas e de seu entorno.

        Nesse sentido, a principal premissa do Plano Diretor é de que o crescimento de Alto Paraíso precisa caminhar no sentido de valorizar a principal vocação econômica do município: o turismo. Essa premissa opera no planejamento do uso e ocupação do território na medida em que há propostas de projetos regionais, como a Estrada Parque ligando os municípios que se localizam ao redor do Parque Nacional através das estradas existentes, e a própria proposta de Reserva da Biosfera para toda a Chapada dos Veadeiros. Outro aspecto relacionado com essa premissa é a pressão exercida pelas ONGs locais no sentido de impedir uma ocupação urbana que possa comprometer esse potencial turístico e a rica biodiversidade da região.

        É consenso geral que toda a Chapada dos Veadeiros possui uma imensa capacidade para o desenvolvimento de seu potencial eco-turístico, em função de seus inúmeros atrativos naturais. O eco-turismo precisa estar integrado - e depende como suporte para a sua atividade - de outras atividades econômicas existentes na região como o extrativismo sustentável de produtos do Cerrado, agricultura de subsistência (familiar), pequena agropecuária, indústria caseira de doces e licores e outros. Há necessidade de se desenvolver projetos horti-fruti-granjeiros para fornecimento não só aos turistas como à toda a população de Alto Paraíso.

        As soluções de planejamento territorial - e desenvolvimento - para a Chapada dos Veadeiros deveriam envolver todos os municípios que a compõem. Questões urbanas, rurais e até ambientais não podem ser tratadas apenas de maneira pontual, em somente um Município, como no caso de Alto Paraíso.

        O ecoturismo está sendo visto como uma das principais alternativas econômicas para todos os Municípios que circundam o Parque Nacional (Alto Paraíso, Cavalcante, Teresina de Goiás e Colinas). A diversidade de fatores envolvidos no processo de ocupação de todos os Municípios da Chapada dos Veadeiros, bem como a sua vulnerabilidade ambiental, têm que ser considerada no planejamento.

        O município de Alto Paraíso teve o desenvolvimento do turismo acelerado na década de 90, estimulado pela presença do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

        As dificuldades de desenvolvimento da atividade agropecuária numa região com baixa qualidade dos solos, a paralisação das atividades nos garimpos de cristal que se localizavam em grande número na área do Parque Nacional, associado à crescente preocupação com a preservação ambiental manifestada pelos novos moradores da Chapada, acabaram determinando uma mudança nas atividades econômicas dos habitantes desta região. Aos poucos foram surgindo os primeiros equipamentos voltados para a exploração econômica do turismo.

        Esse crescimento iniciado por pequenos empresários, sem o porte de grandes investimentos empresariais, não contribuiu para o fortalecimento de uma infra - estrutura pública (saneamento básico, saúde, segurança etc.). O município ainda não arrecada nenhum imposto, de forma direta, com as atividades econômicas ligadas ao turismo.

        Por sua vez, a Prefeitura local, dependente da verba do Fundo de Participação dos Municípios para manter a sua administração, não tendo condições de apoiar financeiramente o desenvolvimento turístico.

        Atualmente, os atrativos que oferecem um bom receptivo com segurança para o turista e devidos cuidados ambientais, estão sem nenhum controle fiscal, não pagando imposto ou taxa pelo serviço prestado. E a falta de um sistema fiscal eficaz que, garanta o recolhimento referente à arrecadação propiciada pela visitação aos atrativos, enfraquece a capacidade do poder público de investir socialmente nesta área.

        O Hospital está preparado para atendimento de primeiros socorros (serviço radiológico e pequenas cirurgias) que é fundamental para a tranqüilidade e segurança do turista.

        O grande patrimônio para desenvolvimento do turismo no Município de Alto Paraíso são os seus atrativos naturais, diversificados e cada um com sua particularidade. Em conjunto ou de "per si" constituem roteiros turísticos capazes de satisfazer os mais diversos segmentos do mercado e não apenas de jovens ou simplesmente de eco-turistas.

        Além do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a grande maioria dos atrativos turísticos encontra-se em propriedades privadas, muitas vezes sujeitas a conflitos de ordem fundiária.

        Existe um consenso sobre a necessidade de intervenção do Município em relação à exploração turística desses atrativos naturais, regulamentando esta atividade não só com a função de evitar a degradação do Meio Ambiente mas com a finalidade de melhorar a arrecadação pública através de impostos específicos sobre os mesmos.

        No Mapa atrativo.jpg – Atrativos turísticos, estão indicados os principais pontos visitados por turistas atualmente, sendo a seguir apresentados alguns dos principais atrativos:

- Povoado do Moinho: onde se pode encontrar os restos do moinho de pedra que deu o nome à localidade e que servia inicialmente para beneficiamento do trigo produzido na região.

- Nas proximidades do Moinho, estão localizados:

Parque Solarion com duas cachoeiras, denominadas dos Anjos e dos Arcanjos.

Cachoeira do Tico

- Com acesso pela GO-118, no trecho Alto Paraíso/Teresina, situam-se:

Cachoeiras do Córrego Cristal

Salto do Córrego Água Fria

Mirante da Água Fria

Gruta da Igrejinha

Mirante do Monumento Nacional

Paralelo 14

Serra do Pouso Alto, com ponto culminante de Goiás

- Com acesso pela GO-118, no trecho São João D' Aliança/Alto Paraíso:

Pousada dos Anões

Vila da Fraternidade

- Com acesso pela estrada que liga Alto Paraíso à São Jorge:

Cachoeira de São Bento

Cachoeiras do Córrego Almécegas

Mirante do Morro da Baleia

Mirante do Jardim de Maytrea

Mirante do Morro Buracão

Vale da Lua

- Acesso no trecho de estrada entre São Jorge/Colinas do Sul:

Saltos do Córrego da Raizama

Cachoeiras do Rio São Miguel

Cachoeira da Morada do Sol

Vale das Andorinhas

Cachoeira do Córrego Pequizeiro

Sítio arqueológico da Pedra Escrita

        Inúmeros outros pontos identificados, de grande beleza natural, são atualmente de difícil acesso e costumeiramente não são objeto de visitação pública.



Google
 

Melhor Visualizado com Resolução 1024 x 768