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Será que estamos dando
a guarda do galinheiro à raposa?

 

Alto Paraíso de Goiás tem ou teve um parque ambiental preservando sua história, mas, pelo que podemos ver abaixo, parece que interesses estranhos à cultura e a preservação ao meio ambiente no município, estão vencendo e provavelmente poderá vir a se tornar um local de mascates do tema biosfera ou outro qualquer da região.

A área em questão, é o parque ecológico criado na região da captação de água da antiga usina que fornecia energia elétrica ao município até o ano de 1982. confira algumas fotos comprobatórias abaixo.

Como pode ser observado, a área está até com placas informando a sua condição de área de preservação ambiental, mas, o mais curioso, é que existe flagrante de devastação antiga e nova no referido local que segundo informações está sob a guarda do Ibama, mas, a própria devastação que se retrata ao lado da própria placa do Ibama e outras que será mostrada abaixo, estão sendo realizados com aval do próprio órgão de preservação, onde inclusive, foi flagrado dois funcionários fazendo a supervisão da atividade que o próprio órgão define como crime ambiental.

Outro detalhe muito importante, é, que ao retornar pela tarde para documentar se a devastação continuava, recebi a informação dos meninos que brincavam na área, que a vizinha do lado tinha dito a eles que não era para permitir que eu entrasse mais no local. Respondi a eles que eu estava documentando uma devastação em local público e continuei adentrando a área (inclusive porque ela não se identificou como autoridade de nenhum órgão oficial da área de Meio Ambiente). Mas, ao chegar onde os trabalhadores e agentes do Ibama estavam, fui informado por todos e confirmado pelos agentes do ibama, que a chefia deles tinha me mandado um recado que não deveria mais adentrar a área sem uma autorização escrita do mesmo.

Detalhe: para tentar conseguir esta autorização, terei que viajar 36 kms (metade de asfalto e metade de terra). E eles sabem que não disponho deste tempo, pois, trabalho na cidade pela manhã e fico o resto do dia de sobreaviso inviabilizando esta viagem.

E, ao ser proibido de adentrar a referida área para documentar estes fatos tristes, fica a pergunta, o que será que eles ainda pretendem fazer mais no local? Será que agora vão cortar as arvores que estão mais escondidas nos barrancos do Rio Passatempo? Ou será que é para não tomar conhecimento da destinação da madeira tirada de lindas arvores com mais de 3 dezenas de anos?

Outra curiosidade. Fiquei sabendo também, que a referida atividade não foi discutida no CONDEMA e outros órgãos que discute os interesses do município, e que a depredação começou no final de semana onde grande parte da população, esta em festejos na cidade vizinha (Muquem) e que curiosamente, existe ponto facultativo até terça-feira. Qual o real motivo de se realizar uma atividade duvidosa tipo calada da noite? Será que estas atividades são para mostrar força e contestar a Revista Veja sobre a matéria publicada no dia 05/07/2006 EDIÇÃO: 1963 PÁG.: 75? Valendo ressaltar que a revista fez sua matéria baseada em decisões do Tribunal Regional Federal.

Veja algumas das 200 fotos documentando este incidente...

Veja mais algumas fotos de depredação mais antigas...

Veja fotos de queimadas... quase queimou a própria placa do Parque...

Inclusive, onde um simples caminho evitou que a queimada aumentasse... se existisse em toda a área em volta, o Parque talvez não tivesse sido queimado.... e veja que o fogo não poupou nem as nascentes...

Será que foi dado a guarda do galinheiro a raposa?

E, se esta acontecendo isto no Parque Usina praticamente dentro da cidade, o que poderá estar acontecendo no interior do Parque Nacional Chapada dos Veadeiros onde não é permitida a visitação? E os outros parques nacionais e reservas do país, será que está acontecendo coisas parecidas?

Aliberino Ferreira Rezende

Alto Paraíso de Goiás, 14 de Agosto de 2006.

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