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Fogo x Ibama =
FUMAÇA... rsrsrs...
Realmente seria cômico
se não fosse tão triste... imagine... porque se importar com as
queimadas se o próprio Ibama não se preocupa? Porque se preocupar
com meio ambiente se o próprio órgão responsável não o faz? Porque
será que o as ONGs nacionais e internacionais que tanto falam em
meio ambiente aqui, nada fazem para o proteger? Porque será que
autoridades fecham os olhos para as queimadas e vivem a alardear
a degradação do meio ambiente e nada fazendo na prática? Será porque
a Secretaria Estadual de meio ambiente vive gastando rios de dinheiro em consultoria e belos discursos e nada faz na prática? E o Ministério
do Meio Ambiente da Ministra ambientalista Marina, onde esta? Será que o
Ministério Público Estadual e Federal também sabem destes problemas
e como os outros também fecham os olhos? Ficaria feliz de saber
estas repostas de alguém, depois de conhecerem fatos acontecidos
hoje, 06/07/2006.
Nesta data por volta
de 14:30hs ao chegar em casa, vi uma coluna de fumaça na direção
da captação de água do rio Pontezinha e, como tinha visto um carro
do Ibama com agentes da brigada de fogo do Parque Nacional da Chapada
dos Veadeiros fazendo limpeza de quintal na cidade, me dirigi ao
local ao lado da WWF e falei pessoalmente com os agentes do fogo
(?) da existência de fogo na direção da captação de água ameaçando
a reserva permanente dentro da área de amortecimento do Parque Nacional.
Disse ainda que, me deslocaria para a área para documentar o fato
e que seria bom fotografá-los combatendo o fogo, para o qual são
contratados. (inclusive documentando a equipe no momento da comunicação.
Veja que deram as costas para a foto. Tenho copias originais com
data e possibilitando a identificação da viatura como a Toiota KCY-1308).

Ao chegar em casa,
deixei meu carro e percorri a pé a distancia de casa até a área
do fogo. E neste perímetro, fui documentando os danos causados em
dias anteriores que não tinha tomado conhecimento. Veja algumas
fotos da área próxima ao rio pontezinha.






Como podem ver, áreas
totalmente devastadas pelo fogo em dias anteriores. Pois bem, percorri
este perímetro, em aproximadamente 10 a 15 minutos, e neste tempo,
apenas vi o veículo do Ibama passando próximo de minha casa, e não
voltando a vê-lo mais, mesmo sendo uma área plana e já queimada
sendo possível visualizá-lo de vários pontos se tivesse se dirigido
ao local do incêndio criminoso. Cheguei ao local do incêndio e impotente
para debelar suas chamas sozinho, documentei toda a fúria do fogo
que se dirigia para a área de preservação permanente do rio, e foi
com muita tristeza que presenciei por uns 40 minutos sua caminhada
em direção a mata ciliar, ao rio e toda a reserva permanente. Veja
algumas fotos.









E onde estavam os
bravos (?) da Brigada de fogo do Parque Nacional? Possivelmente
esperando que o fogo devastassem a fauna, flora e por conseguinte
a rica biosfera do local para depois de tudo queimado, pousarem
de bons moços. E nesta ato, não sei se vejo covardia ou simples
falta de coragem de trabalhar para pagar pelo seu salário. Triste e
desiludido retornei a minha casa, depois localizei o número de telefone
do Ibama em São Jorge. Liguei e falei com o atendente dando a notícia
do incidente e número de meu telefone. Dentro de poucos minutos,
recebi a ligação do Dr. Pedro Digno Diretor do Parque Nacional me
informando que os bravos combatentes (?), não tinham atendido a
solicitação, devido a outro fogo nas proximidades do aeroporto onde
estavam a apagar. Relatei no entanto que, de onde eu moro não tinha
visualizado fumaça na dita região, e, que para comprovar a boa fé
dos combatentes (?), iria pessoalmente documentar este incidente também. Mas,
ao procurar tal local, solicitei informações de vizinhos idôneos
que me relataram não ter visto nenhuma coluna de fumaça na região
pesquisada. Apenas na região do Rio Pontezinha.
Voltei a ligar no
Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e falei novamente com seu
Diretor informando da falta de veracidade da informação e do incêndio
fantasma dos Valentes Combatentes do fogo (?) do Parque Nacional.
Obtendo deste a promessa de verificação do fato. Desejo sorte ao
Dr. Pedro na investigação deste fato.
Mas, esta noite recebi
visita de um amigo de São Jorge que é proprietário rural, me dizendo
que no ano passado, sua propriedade que faz divisa com o Parque
Nacional (portanto dentro da área de amortecimento), foi atingida
por fogo e teve a oportunidade de presenciar os valentes combatentes
daquele ano, em um local elevado apenas presenciando o incêndio, e,
ao ser solicitado para que ajudasse no combate ao fogo, disseram
que não era obrigação deles, eles apenas agiriam depois que o fogo
atravessasse a cerca. Será isto também covardia ou medo do fogo?
Ou simplesmente falta de comprometimento com o meio ambiente ao
qual recebem seus salários para proteger?
Muita fumaça... ou
muita névoa de fogo também nas interpretações de autoridades e combatentes
(?) pois, existe um ditado antigo que diz “tu serás responsável
pelo que conquista”. E se o Ibama tem obrigação de zelar pela área
de amortecimento do Parque Nacional (inclusive multando), tem que
ser integral. Se tem obrigação de proibir até eventos musicais nesta
área, como não ter obrigação de zelar do ecossistema nos eventos
do fogo? Outro importante detalhe, sendo ele o único possuidor de
uma brigada de fogo no município, como se recusar a fazer um serviço
à própria mãe natureza?
Mas, as queimadas
neste santuário que é Alto Paraíso de Goiás, é um problema sério.
ONGs, pseudo ecologistas e até outras autoridades cobram providencia
da Administração Municipal neste sentido, mas, sou sabedor que este
é um município com escassos recursos financeiros. Habitamos um município
que não tem praticamente nenhuma fonte de renda. Não temos parque
industrial, não temos produção rural suficiente nem mesmo para o
abastecimento do município que é pequeno, portanto, sua renda vem
de escassos repasses de recursos da União. E neste contexto, como
contratar uma brigada de incêndio? No entanto, fiquei sabendo pela
boca pequena, que ONGs (que inclusive cobram providencias) e com
atividades no município já tiveram grandes recursos à disposição,
no entanto nunca fizeram nada neste sentido. Já presenciei várias
reuniões de estudos para proteção do meio ambiente no município,
mas, nenhuma proposta de ajuda econômica ou física para resolver
o problema que é grave e eles reconhecem. Tivemos até uma proposta
acho que da Secretaria Estadual de Meio Ambiente de decretar corte
zero no município, também presenciei algumas reuniões da APA do
Pouso Alto onde se gasta muito dinheiro com consultoria, mas, não
se propõe uma mísera verba para proteção real. Agora me pergunto,
será que estes projetos e estudos vão adiantar com tudo queimado
e com a reserva biológica em decadência?
Coisas do absurdo.
Imaginar também que
á pouco tempo passado um destes grandiosos (???) estudos de ONGs
esteve a ponto de ser aprovado.
Comecemos a imaginar
um Parque Nacional que não tem condições nem de dar a real proteção
ao meio ambiente da área de amortecimento, querendo ampliar o parque
para mais uma grande região do município.
Depois, dentro deste
mirabolante projeto de ONG, ficarmos sabendo que dentro do projeto
de ampliação de parque nacional, se encontrava um mapa expondo um
local como não habitado, com uma escola com mais de cem alunos...
Será que existe seriedade
na maioria das intenções supra citadas sobre a área de um povo humilde e sofrido?
Será que existe seriedade
com relação ao meio ambiente?
Rezende, Aliberino
Ferreira
rezende@alto.paraiso.nom.br
Alto Paraíso de Goiás,
06 de Julho de 2006.
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